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Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável será criado na cidade

A Rio + 20 chegou na reta final deixando um legado que vai fazer da cidade do Rio de Janeiro ponto focal de instituições governamentais e não governamentais em torno de discussões e elaboração de políticas globais para o desenvolvimento sustentável:  o Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável Rio+. No último dia 22 de junho,  sexta-feira, o Brasil e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) assinaram carta de intenções para sua instalação. Depois de 10 meses na linha de frente da batalha para a estruturação do Rio+, a deputada Aspásia Camargo afirma que um dos desafios do centro é criar uma rede de informações que compile boas práticas internacionais e levante a discussão sobre cidades, segmento cujo engajamento em ações, em sua opinião, destacou-se na Rio + 20.

“Conseguimos afinal um centro com ampla participação de instituições comprometidas em  concretizar ações e fazer funcionar o desenvolvimento sustentável em escala mundial a partir do Rio de Janeiro. O desafio agora é construir um Rio sustentável, pois a cidade não pode abrigar essa instituição sem ela própria cumprir esse destino”, disse Aspásia Camargo. O compromisso foi firmado durante a Rio + 20, no Rio Centro, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a diretora do Pnud, Helen Clark. A ministra fez questão de saudar a deputada: “Quero agradecer a presença da deputada Aspásia Camargo, que foi uma construtora persistente e incansável desta ideia”.

Com recursos iniciais de 3 a 5 milhões de dólares, o Rio+ será instalado, provisoriamente, na unidade de pós-graduação em tecnologia e engenharia da UFRJ,  a Coppe,  no campus do Fundão. Depois, a sede oficial deve ocupar o antigo prédio do Automóvel Club, no Centro do Rio, e englobar as  instalações do Instituto Tijuca, no Alto da Boa Vista.

Com perspectivas de estar no núcleo de processos avançados da governança global, o Rio+ foi constituído por uma rede de parceiros estratégicos. Além do Pnud, do governo brasileiro e da Coppe, estão no projeto o Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o BNDES, o Sebrae, a Confederação Brasileira de Indústria (CBI), a Bolsa Verde  Rio, a Rever Urbano, a Fundação Pró-Natura, o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro, entre outros.

Segundo a ministra Izabella Teixeira, a meta é chegar a recursos na ordem de 250 milhões de dólares. Os projetos serão priorizados conforme decisão de um conselho que ainda será formado.  Ela disse ainda que o centro vai dar continuidade às discussões dos  Diálogos da Sustentabilidade, promovidos ao longo da Rio + 20, e citou a importância de debater ações que integrem as dimensões da sustentabilidade, dando destaque à compromissos em torno da erradicação da pobreza.